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Adeus, ingrato

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 19h34

Publicado pela 1ª vez em 08/10/2009
Novas e arrebatadoras paixões acabam de ser descobertas em Brasília. O coração bateu mais forte e 35 parlamentares trocaram de partido e deixaram para trás as juras de amor eterno.
Os infiéis pularam a cerca nas mais variadas direções, movidos por um imenso e incontrolável desejo de saciar vontades patrióticas de agarrar, beijar, acariciar, deitar e rolar.
Não vamos apedrejá-los porque antes de sair eles foram sinceros e disseram que a agremiação largada ainda vai encontrar alguém que a mereça. Não foi por mal, mas apenas por um imenso e incontrolável desejo de saciar vontades patrióticas de agarrar, beijar, acariciar, deitar e rolar.
A lei proíbe o troca-troca de legendas e permite que o pobre partido traído, quase sempre o último a saber de tudo, recupere o mandato do ingrato. Mas, curiosamente, quase ninguém fala no assunto.
Os abandonados certamente vão à luta e não deixarão de acreditar no amor. Um dia vai aparecer alguém com um imenso e incontrolável desejo de saciar vontades patrióticas de agarrar, beijar, acariciar, deitar e rolar.
É isso aí, amor com amor se paga. O nosso bolso bate cada vez mais forte.

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