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Achado não é roubado

Haisem Abaki

25 de fevereiro de 2013 | 14h00

Publicado pela 1ª vez em 22/04/2010
O “achamento” do Brasil, como diziam os portugueses, completa hoje 510 anos. Muita coisa mudou de lá para cá. Nossas terras já não são mais como descreveu o escriba Pero Vaz de Caminha em carta ao rei de Portugal.
Ele ficou impressionado com os nativos e principalmente as nativas, que segundo o relato que fez não cobriam suas vergonhas. A evolução nestes mais de cinco séculos foi impressionante. Hoje as vergonhas se escondem em cuecas muito bem forradas.
O cronista também falou da receptividade dos selvagens, que não chegaram a ser tão agressivos com os descobridores. Uns olhavam para os apetrechos dos outros, estabelecendo uma comunicação pacífica. Hoje não temos mais alianças políticas tão interesseiras.
Caminha também relatou as belezas naturais da nova terra e se impressionou com os pássaros, a floresta e a vastidão das águas. O olho dos visitantes logo cresceu para a exploração de tudo isso. Hoje não temos mais tamanho interesse por nossas riquezas nem autoridades ávidas por arrecadar cada vez mais.
Daqueles tempos até hoje, a coisa caminha muito bem, obrigado. Pena que não exista uma máquina do tempo para que possamos expressar toda a nossa gratidão: “Vai pra casa, Caminha!”.

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