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Abundâncias nossas de cada dia

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 19h17

Publicado pela 1ª vez em 18/09/2009
As criancinhas das creches paulistanas já podem papar aliviadas. Comer muito faz mal, mas era só brincadeirinha e titio já avisou que não vai faltar merenda pra ninguém.
Tudo já foi colocado em pratos limpos e a meninada vai ver a colher voando como aviãzinho ou como carro entrando na garagem pra crescer e ficar forte.
Ainda não se sabe se o autor da tentativa de garfada passará por um processo de fritura depois de explicar que foi mal interpretado e que a intenção não era bem assim, assada.
Pensando bem, não é o caso de punir o burocrata que teve a brilhante ideia e provocou azia no chefe. O desarranjo já foi resolvido e até serviu para chamar a atenção para outros exageros.
Que tal, por exemplo, reduzir a imensa quantidade de buracos na cidade? Crateras em abundância também fazem mal ao estômago e dão dor de cabeça.
Outra boa medida seria adotar um rigoroso regime de coleta de lixo e varrição das ruas. Sujeira em abundância também faz mal aos olhos e dá dor de barriga.
Seria pedir demais? Não é muita coisa. É só um pouquinho menos de abundância.

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