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A pátria sem chuteiras

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 16h35

Publicado pela 1ª vez em 31/03/2009
Qual é a torcida que mais cresce neste país? A do São Paulo? Corinthians? Palmeiras? Flamengo? Vasco? Como não há estatística capaz de mostrar um placar confiável, dá pra arriscar mais um palpite: é a torcida contra a Seleção.
É só prestar atenção para perceber que existe uma massa que já começa a assumir o papel de traidora da pátria de chuteiras. No domingo, teve torcedor que até comemorou o gol do empate do Equador, sem pudor.
Mais envergonhados, alguns, com criança em casa, inventaram uma desculpa, dizendo que o resultado era mais justo.
É uma turma que acha que a pátria não está restrita aos gramados e a jogadores que a gente nem conhece mais porque vão para a Europa assim que saem das fraldas. A seleção é uma instituição e precisa estar nos braços do povo, sem exageros.
Nada contra o Dunga, apesar de muita gente achar que ele está mais pra Zangado ou Soneca. Jogando em Porto Alegre, o comandante da pátria de chuteiras disse que estará na própria aldeia e espera um comportamento positivo da torcida gaúcha, sem vaias.
O assunto é grave e precisamos refletir com seriedade. Ainda que seja amanhã, lá pelas dez da noite, numa conversa franca com a cama, o cobertor e o travesseiro.

Nota do Autor: Durante o Manhã Bandeirantes de hoje, recebi dezenas de e-mails, todos de torcedores contrariados com a Seleção. Uma verdadeira corrente pra frente. Ou pra trás?

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