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A-Ha, A-Ha, A-Ha

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 16h31

Publicado pela 1ª vez em 25/03/2009
Hoje vai ter quarentão fazendo uma viagem de 20 anos ao passado. A nostalgia dos anos oitenta volta num show do A-Ha, o grupo norueguês que foi um dos ícones da música pop até o início dos anos noventa.
Muita coisa mudou de lá para cá. Tivemos cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro novo, real. Hoje, finalmente, podemos contar com uma moeda forte. A-Ha! Os jovens daquele tempo não contavam com um futuro tão estável, só com uma ou outra marolinha de vez em quando.
Era o tempo da inflação descontrolada e dos planos econômicos mirabolantes de salvação nacional. Nos supermercados, as máquinas de etiquetar preços não paravam de remarcar tudo pra cima. Hoje tem gente que nunca ouviu falar em inflação. A-Ha! A turma daquele tempo nem imaginava um futuro em que seria possível dormir e acordar com os mesmos preços.
Foi também o tempo de retomar a democracia e eleger um cara boa pinta e cheio de energia pra caçar os marajás nacionais. A-Ha! A molecada daquela época nem imaginava que um dia viveria num país sem impunidade e que teria tanta vontade de votar.
Ainda era o tempo da paquera cara a cara, mãos lá e cá, meio sem compromisso. A-Ha! A galera daquele tempo nem imaginava um futuro em que a gostosa do pedaço atendesse pelo nome de Internet e pudesse estar ao alcance de um clique, sem muita bajulação.
Que é isso, gente! Qualquer um vê que hoje somos muito mais felizes do que há 20 anos quando os noruegueses do A-Ha se apresentaram no Palestra Itália. Não tem nem comparação. A-Hãããããããã!

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