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A chuva que pinga em nós

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 16h25

Publicado pela 1ª vez em 18/03/2009
Hoje é dia de olhar para o céu e pensar no que nós podemos esperar à tarde, depois do caos de ontem. O maior medo é de novos pontos de alagamento. Será que nós vamos bater um novo recorde de congestionamento? Onde nós estaremos na hora da chuva?
Passada a tempestade, vem a procura pelos culpados. Todos nós buscamos explicações. Entre raios e trovões, a enxurrada de justificativas dadas a nós não muda. Foi excesso de chuva sobre nós. Ou então, alguns de nós não nos preocupamos ao jogar lixo por aí e entupir os bueiros. Há também entre nós aqueles que transformam córregos e rios em depósitos de tranqueiras.
No poder público, os gestores que nós colocamos lá procuram argumentos técnicos na meteorologia e tentam mostrar que aplicaram bem o dinheiro dos impostos que nós pagamos. Culpa da frente fria, uma senhora gelada e insensível. Culpa da massa de ar quente, rechonchuda e fogosa. Culpa de São Pedro, que gosta de Tom Jobim e manda as águas de março pra fechar o verão. É promessa de obra para a próxima estação. Não é pau nem pedra, muito menos o fim do caminho. São só as autoridades de plantão, dando nós em pingos de água.

*** Por causa da chuvarada, a prometida segunda parte da história dos ouvintes passivos da música alheia fica para amanhã.

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