As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A Casa do Espanto

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 20h14

Publicado pela 1ª vez em 19/11/2009
Raios, trovões, ventos e temporais ainda caem sobre nossas cabeças como explicações, suspeitas e suposições para o blecaute da noite de 10 de novembro.
Na principal casa de leis deeeeeeste país, a oposição inconformada, que entende bem de apagão, decidiu chamar médiuns da Fundação Cacique Cobra Coral para dar luz ao tema.
Já tem gente criticando, mas não é o caso. Os paranormais podem ir sem medo à Casa do Espanto, tomando apenas alguns cuidados. O primeiro é ficar de olho nos fantasmas que rondam o lugar em busca de salários penados.
Também é preciso manter o pescoço bem protegido e levar um dente de alho para afugentar os vampiros do dinheiro público. Depoimentos só devem ser dados em dia claro, antes do crepúsculo.
Outra cautela que se faz necessária é evitar sessões às quintas-feiras, ainda mais se for noite de lua cheia, lua nova, lua minguante ou lua crescente. Uivos aterrorizantes ecoam pelos corredores e todo mundo corre para o aeroporto.
Mas o mais importante é que os integrantes da Fundação Cacique Cobra Coral tenham na bagagem um gênero de primeira necessidade. Por favor, senhores, não deixem de levar soro antiofídico. Sem ele, o apagão pode ser fatal.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: