Papai Noel Superstar

Geraldo Nunes

21 Dezembro 2013 | 06h51

Até o início dos anos 70 a prefeitura montava um presépio vivo na Praça da Sé, mas talvez pelo fato de outras religiões não admitirem essa tradição a proposta caiu em desuso e hoje quem domina a cena é o Papai Noel. Uma imagem dele em tamanho gigante foi colocada no canteiro central da Avenida 23 de Maio, saudando fictícios passageiros de um ônibus da SPTrans. Afinal, a avenida recebeu corredores destinados ao uso exclusivo dos coletivos.

 O Papai Noel continua sendo a alegria das crianças em todos os shoppings com aquele jeito bonzinho e que representa a alegria dos lojistas. Quanto ao natal como festa religiosa quase nada se vê e por questões de segurança, já há um bom tempo, a missa do galo deixou de acontecer à meia – noite. Embora cristãos, católicos e evangélicos possuem diferenças na hora de comemorar o Natal e para não se perder o freguês, melhor mesmo é louvar Papai Noel.

 A figura do bom velhinho realmente se enquadra bem com o Natal. Um bispo católico chamado Nicolau, nascido na Turquia em 280 d.C.  costumava ajudar os pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Foi canonizado como São Nicolau, porque foram apresentados relatos de milagres atribuídos a ele. A imagem de São Nicolau passou a ser associada ao Natal na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo.  Nos Estados Unidos ele leva o nome de Santa Claus, no Brasil é Papai Noel e em Portugal, Pai Natal.

Conforme diz a lenda, Papai Noel mora no extremo norte, numa terra de neve eterna. Na versão americana, sua casa fica no Pólo Norte, enquanto que na versão britânica se diz que ele reside nas montanhas da Lapônia, Finlândia.  Papai Noel vive com sua esposa, a Mamãe Noel e possui oito ou nove renas voadoras. Conta-se aos pequeninos que durante o ano ele faz uma lista de crianças ao redor do mundo, classificando-as de acordo com seu comportamento e entrega presentes, como brinquedos ou doces, a todos os garotos e garotas bem-comportados e às vezes carvão às crianças mal educadas, rabugentas, teimosas e choronas. Na noite da véspera de Natal. Papai Noel consegue esse feito graças às renas voadoras que puxam o seu trenó.

Até o final do século XIX, o Papai Noel era apresentado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho nas cores vermelha e branca, com cinto preto e apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

 Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino de Nast, porque também são as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo nas cores vermelha e branca. Hoje muitos senhores engordam o orçamento a cada fim de ano se vestindo igual ao bondoso senhor da Lapônia. Dele já se fez até piada dizendo que há quatro fases na vida de um homem: a primeira é quando ele acredita em Papai Noel, a segunda é quando não acredita mais, a terceira é quando assume as funções e passa a ser em casa o bom velhinho e a quarta e última fase é quando o homem começa a se parecer com o Papai Noel. Eu já estou ficando igual a ele, só falta a barba. Bem, depois dessa só resta dizer, Feliz Natal!

 O nome do Papai Noel em outros países

 Alemanha (Weihnachtsmann, O “Homem do Natal”), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, “Homem do Natal), Portugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz).