Em furo de reportagem, Rádio Estadão reapresenta o irmão de Suzane

Geraldo Nunes

11 de março de 2015 | 04h54

Faço questão de mencionar o importante furo de reportagem de nossa equipe.

Andreas von Richthofen não é mais o menino loirinho que apareceu chorando no velório dos pais, Manfred e Marísia. Quando o casal foi assassinado,em 2002, a pedido de sua irmã, Suzane, tinha ele apenas 15 anos. Hoje com 27, é formado em Farmácia e doutor em Química Orgânica pela USP. Continua loiro, mas com cabelos e barba mais escuros.

Em conversa exclusiva com a Rádio Estadão, entrevistado pelo repórter Sérgio Quintella, Andreas quebrou o silêncio após 12 anos e defendeu o pai das acusações de que o ex-funcionário da Desenvolvimento Rodoviário S/A – Dersa, teria desviado dinheiro da estatal.

Sob o argumento de que precisava esclarecer “algumas coisas”, Andreas divulgou uma carta, publicada na íntegra pelo portal Estadão.com.br, na qual pede esclarecimentos públicos sobre as acusações do procurador de Justiça, Nadir de Campos Júnior, em relação ao pai.

No dia 2 de março, o procurador afirmou no programa Super Pop, da RedeTV , que Manfred mantinha contas na Suíça e que a beneficiária era Suzane. O dinheiro seria fruto de desvios ocorridos nas obras do trecho Oeste do Rodoanel, realizadas pela Dersa. “Se há contas no exterior, que o senhor apresente as provas, mostre quais são e onde estão, pois eu também quero saber e entendo que sua posição e prestígio o capacitam plenamente para tal”, escreveu Andreas, acrescentando. “Se isso não passar de boatos maliciosos e não existirem provas, que o senhor se retrate e se cale, para não permitir que a baixeza e crueldade deste crime manche erroneamente a reputação de pessoas que nem aqui mais estão para se defender”.

Sem responder perguntas sobre a irmã, presa na Penitenciária de Tremembé, Andreas deu sinais de que nunca vai perdoá-la. Ao se referir ao procurador, disse que entende “a raiva e a indignação contra os três assassinos”. Disse mais: “Muitos da sociedade compartilham desse sentimento. Eu também. É nojento”, declarou.

O irmão de Suzane que disse ainda à Rádio Estadão que não planeja ter um filho no momento, pois ser pai exige muita responsabilidade e que pensa em deixar o Brasil, já que seu sobrenome tem “muito peso” no País. Ele declarou que se sente ferido toda vez que a imprensa divulga alguma informação sobre a morte dos pais, os assassinos Daniel e Cristian Cravinhos ou os desdobramentos do caso.

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