Pé na areia, remo e windsurf – em São Paulo

Vitor Hugo Brandalise

12 de setembro de 2011 | 21h20

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Com o tempo seco, as águas da Represa Guarapiranga baixaram – e criaram faixa de areia maior, que intriga o visitante e satisfaz o morador. Permite, por exemplo, caminhada com o pé na areia ao fim da tarde – bem, só por uns 50 metros. E de chinelos. “Mas já dá para ter uma ideiazinha de praia antes de entrar em algum dos parques e continuar a caminhada”, se empolgou o professor de educação física Antonio Pelizzari, de 43 anos, morador de Interlagos, na zona sul da capital. “Também facilita para quem gosta de pescar. Dá para chegar mais longe, em pontos antes impossíveis.”

Em um bairro de lojas batizadas Atlantic Beach, Coconut Bar e Ferramentas Orla, o nome de uma das ruas que dá acesso à represa também é sugestivo: Rua Peixe Vivo. No fim da via, fica a Associação de Desportos da AES Eletropaulo, onde uma escola particular de esportes náuticos oferece aulas de Windsurf e Stand Up Paddle e um Clube Escola da Prefeitura ensina a 200 alunos a prática do remo e da canoagem.

Na tarde de hoje, cinco adolescentes foram da beira da represa até a Ilha dos Macacos e voltaram, em treinamento para competição no fim de semana. Levaram 40 minutos. “Estão concentradíssimos. Levam a sério e falam até em Olimpíadas”, contou o professor de remo da turma, Marcio Soares. De uns tempos para cá, os adultos, vendo a empolgação dos filhos, também quiseram participar. “Abrimos uma turma para eles. Já são 40 adultos que aparecem por aqui para remar”, conta Soares. As aulas são gratuitas e em dias de semana. “O mais legal é ver gente que mora aqui há muito tempo e que se surpreende com as possibilidades que uma represa como essa, se bem cuidada, oferece.”