Moinho Velho

Vitor Hugo Brandalise

24 de agosto de 2011 | 21h44

Por Rodrigo Burgarelli

O Moinho Velho é um bairro antigo e com jeitão português na região do Ipiranga,  no sudeste de São Paulo.  Na Rua Professor Alberto Conte, uma farmácia de mais de 70 anos se esconde em meio a sobradinhos baixos, quase todos enfeitados com vasos de flores. Os balcões e prateleiras são todos de madeira, como uma botica do início do século passado. Ao lado dos remédios, há uma pequena estátua de São José.

Na outra ponta do quarteirão, o Bar e Restaurante Ceará’s exibe em suas paredes duas bonitas pinturas em azulejo. O maior e mais vistoso representa a aparição de Nossa Senhora de Fátima, motivo português dos mais tradicionais. Duas bandeiras enfeitam as bordas, uma do Brasil e outra de Portugal. O segundo painel é uma cena de uma vila litorânea, sem identificação de região ou cidade.

Seu Antônio, que hoje é dono do bar em sociedade com o irmão, não sabe dizer de quando são as pinturas. Segundo ele, ambas já estavam ali quando eles compraram o estabelecimento há algumas décadas. Como os dois são cearenses, o cardápio conta com clássicos nordestinos como sarapatel, bucho e caldo de mocotó, tudo por menos de R$ 10. O barzinho também funciona como uma mercearia antiga – há farinha, feijão, bombril, pimenta, café e, claro, cachaça.

boteco.jpg (Bar e Restaurante Ceará’s, na Rua Professor Alberto Conte. Foto: Paulo Liebert / AE)

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