A Lixonete da Lapa

Vitor Hugo Brandalise

29 de agosto de 2011 | 23h30

Foto: Tiago Queiroz/AE

Por Cida Alves

O nome, à primeira vista, poderia espantar a clientela. Mas, segundo o proprietário da Lixonete Mangolino, na Lapa, o efeito é totalmente o contrário. “Muita gente que passa e vê o nome fica curiosa e acaba entrando para saber se o lugar é um lixo mesmo ou não”, conta de maneira divertida Júlio Cesar Pereira, de 36 anos.

 A ideia veio de uma brincadeira que o pai de Júlio -o Mangolino que completa o curioso nome do estabelecimento- fazia com o local que havia acabado de comprar para começar o novo negócio. “Ele dizia que o bar que funcionava aqui era um lixo, um sujinho. No final, quando abrimos a lanchonete, decidimos batizá-la de Lixonete”.

Ele garante a qualidade da comida servida no local. Tanto que nem considerou a possibilidade das pessoas levarem ao pé da letra o nome. “Sem nenhuma humildade, posso dizer que somos a melhor lanchonete da região”, afirma.

O negócio é familiar, e a cozinha está sob o comando da avó de Júlio. Ela foi a principal razão pela qual ele e o pai decidiram abrir a lanchonete. “Minha avó tem 82 anos, mas não consegue ficar sem trabalhar. A Lixonete é a vida dela”.

Daqui a um mês, o local terá, todos os sábados, feijoada com pagode.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.