Ricardo não se conforma: perdeu o show do Rush

Estadão

27 Dezembro 2010 | 14h00

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Por Vitor Hugo Brandalise

O farmacêutico Ricardo Duarte, de 31 anos, saiu mais cedo do trabalho para assistir ao show do Rush, na véspera de feriado prolongado, em 8 de outubro. Percorreu apenas 500 metros em sua Pajero preta, até parar ao lado de um ônibus. Em poucos instantes, ele seria responsável pelo fim da maior perseguição policial do ano em São Paulo.

Ocorreu na Barra Funda, zona oeste, durou 20 minutos e deixou nove automóveis batidos – o último deles, a Pajero de Duarte. O foragido Wellington dos Santos roubara um Fiesta na cracolândia e só parara quilômetros adiante. Transmitida ao vivo pela TV, a ação foi comparada aos “Vídeos Incríveis” americanos.

Duarte viveu momento tenso, perseguido por um policial com pistola .40 na mão. Com sangue frio, o farmacêutico se vira e sinaliza o criminoso. Mais alguns segundos e os policiais conseguem imobilizar o ladrão. “No fim, o pior mesmo foi perder o show do Rush. Não me conformo”, disse. “Se eles vierem de novo, já combinamos de irmos os três que estavam naquele carro, naquele dia. E, se eles não vierem, estamos planejando ir assistir fora do País. Fazer o quê…”

O farmacêutico ainda aproveita para esclarecer: não, não foi ele quem chutou o ladrão, assim que a polícia o capturara. “Cansei de receber parabéns por isso. Mas foi meu amigo, que também estava de preto”, contou. E deixa escapar um “infelizmente…”

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 virou notícia, em 08.10.2010, por causa de uma batida na traseira de seu carro, durante perseguição na Barra Funda.