De Mônaco para a Guarapiranga

Estadão

08 de novembro de 2010 | 17h27

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Por Vitor Hugo Brandalise

*Foto de Clayton de Souza/Agência Estado

Na semana passada, o engenheiro e designer Fernando de Almeida, de 47 anos, saiu do cinema acabrunhado. “De novo, rapaz? De novo?”, comentou com um amigo, após assistir a Tropa de Elite 2. Estava revoltado, e não era por causa dos traficantes, da cúpula da segurança vendida, dos milicianos que vira na tela. O que irritou o designer foi o local usado pelos criminosos para comemorar as ações ilegais – um iate, será que sempre tem de ser um iate? Forma “preconceituosa”, ele brada, de retratar seu meio de vida.

A revolta é bem-humorada e tem razão simples, prática: desde 1989, Fernando tira dos iates sua profissão. Formado em Engenharia Mecânica pelo Mackenzie, ele se dedica há 20 anos a projetar lanchas, veleiros e catamarãs, além dos “discriminados” iates.

Após trabalhar na Itália por duas temporadas, o designer teve de se reacostumar ao mercado naval do País, menos desenvolvido. E também teve de mudar seu campo de testes: se 10 anos atrás trabalhava em Mônaco para a Wally Yachts, reconhecida no mundo todo por projetos inovadores, agora Fernando, com escritório próprio na beira do Rio Pinheiros, testa protótipos na zona sul da capital, na Represa de Guarapiranga.

Leia aqui o perfil completo do designer Fernando de Almeida, publicado na seção Paulistânia, no caderno Metrópole, em 07.11.2010.

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