‘Cala Boca, Galvão’ rendeu a Fernando entrevista ao NYT

Estadão

28 Dezembro 2010 | 14h00

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Por Vitor Hugo Brandalise

Ele fez um “trending topic” do Twitter, o assunto mais falado em um certo momento, virar piada de alcance mundial. Era a Copa do Mundo da África do Sul e a frase “Cala Boca, Galvão” atingia o auge da popularidade. O produtor de vídeos paulistano Fernando Motolese, de 27 anos, percebeu o potencial e criou o que ganhou fama de “a maior piada interna da história”.

Milhares de brasileiros riram juntos dos estrangeiros que divulgaram a mensagem de uma falsa campanha para salvar os “Galvão Birds”, papagaios inexistentes que – todos sabíamos – faziam referência ao narrador da Rede Globo. As 550 mil visualizações do vídeo em dois dias renderam a Motolese entrevista até para o The New York Times.

Motolese percebeu que poderia fazer disso um negócio. Hoje, quer viver de “antimarketing”: criação de piadas na internet sobre empresas e marcas, para que os próprios alvos possam revertê-las em campanhas positivas. “A crítica de produtos pode ser rentável. Assim que a Globo aceitou a piada e o Galvão Bueno falou do assunto no ar, a gozação cessou e ele saiu por cima. Foi capa de revistas semanais”, explicou. “É o conceito que pretendo utilizar em projetos futuros.”

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 virou notícia em 17.06.2010, por ter criado vídeo de alcance mundial durante a Copa do Mundo.