Tabajarismo

Estadão

18 de setembro de 2009 | 16h16

Acabei de presenciar na Avenida Paulista o embarque de uma cadeirante num ônibus que se diz adaptado, com piso rebaixado, para cadeiras de rodas. A linha vai até o Parque Continental, em Osasco, a 874C. O embarque demorou mais de três minutos. Ao invés de haver uma rampa automática que chegue até a calçada e auxilie a cadeirante a ingressar no coletivo, o sistema é totalmente tabajara. O motorista desceu, abriu uma espécie de tampa no degrau inferior da escada, que se transformou numa rampa falsa. A moça não conseguia subir sozinha, pois a angulação da rampa é alta e necessita de muito esforço físico para subir a cadeira de rodas. Resultado: o Cobrador precisou descer também do ônibus para auxiliar a mulher a subir. É um descaso.