Peritos farão nova busca de restos mortais de desaparecidos políticos no Cemitério da Vila Formosa

Estadão

26 de novembro de 2010 | 20h24

Na segunda-feira, dia 29, peritos voltam ao Cemitério da Vila Formosa, zona leste de São Paulo, para procurar restos mortais de desaparecidos políticos durante o período da ditadura. Estarão presentes representantes do Ministério Público Federal e da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), do Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal e do Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo. Será reaberto o depósito clandestino localizado debaixo de canteiro onde ficava um letreiro do cemitério.

Os trabalhos visam localizar os restos de aproximadamente dez desaparecidos políticos, como Virgílio Gomes da Silva, o Jonas. Análise realizada com base em dados preliminares coletados com a ajuda de um radar de penetração no solo, combinado com fotografias aéreas de 1972, permitiram aos peritos localizar uma estrutura embaixo de um canteiro onde antigamente se encontrava um letreiro do cemitério que pode ser um depósito de ossos. A avaliação é de que esse compartimento tenha aproximadamente 3 metros de largura por 3 de comprimento, com profundidade indefinida. 

Mais de 450 pessoas foram mortas ou desapareceram durante o período do último regime militar no Brasil, entre 1964 e 1985.

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