Enchente afeta a mente

Estadão

10 de dezembro de 2009 | 16h05

Enchente, considerada um dos piores pesadelos dos paulistanos, podem gerar prejuízos à saúde psíquica dos atingidos, favorecendo o surgimento de casos de adoecimento mental. “Cerca de 20% das pessoas que sobrevivem a catástrofes naturais, como as enchentes que atingiram o Estado de Santa Catarina, por exemplo, poderão desenvolver desequilíbrios emocionais ou psíquicos por conta das situações traumatizantes enfrentadas”, revela o psiquiatra José Toufic Thomé, coordenador da Comissão Técnica de Intervenção em Desastres e Catástrofes da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Segundo Thomé, é importante que a população atingida receba atenção adequada, para diminuir o impacto da perda de familiares, amigos e bens materiais sobre sua saúde mental. “Quando a pessoa é exposta a um estresse intenso, numa realidade que desorganiza sua vida, sofre uma ação de violência abrupta. Seus recursos psíquicos não têm condições de se organizar imediatamente para se resolver perante o que está acontecendo podendo adoecer”, explica o médico.

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