Depois do engenheiro do Rodoanel, Dersa exonera presidente

Estadão

07 de maio de 2010 | 12h24

E as mudanças não param no comando da Dersa, empresa ligada ao governo do Estado de São Paulo responsável por duas das grandes vitrines da gestão José Serra: a Nova Marginal do Tietê e o Trecho Sul do Rodoanel. Em meados de abril, foi demitido o diretor de engenharia Paulo Vieira de Souza – que foi considerado o engenheiro do ano em 2009 (veja post mais abaixo).

Agora chegou a vez do presidente da Dersa deixar seu cargo. Sem muito alarde, a empresa substituiu Delson José Amador pelo ex-diretor administrativo e financeiro José Max Reis Alves. Amador, que assumiu a presidência em 2008, acumulava o posto com a superintendência do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) – posição que deve manter até pelo menos o fim da atual gestão estadual.

Assim como na época da demissão de Vieira de Souza, houve rumores de que a saída do presidente teria relação com os atrasos na inauguração dessas obras – a nova Marginal foi entregue com trechos em obras e o início das operações no Rodoanel aconteceu um dia após Serra se desincompatibilizar do governo. A empresa, no entanto, nega qualquer tipo de atraso. Sobre a demissão do então diretor de engenharia, a Dersa informou que havia sido uma “decisão de governo”. Agora, dentro da administração estadual, alega-se que Amador não precisará acumular cargos e vai desenvolver trabalho já começado no DER. Aspectos políticos também estão contidos nos comentários de bastidores. RENATO MACHADO e EDUARDO REINA

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