Chineses também desistem do TAV brasileiro

Estadão

25 de novembro de 2010 | 15h29

Agora são os chineses do do Grupo de Trabalho Sino-Brasileiro para Exploração do projeto TAV Brasil que desistem de partipar do leilão de ocnstrução do trem de alta velocidade (TAV) entre São Paulo-Campinas e Rio de Janeiro. Dois representantes do Ministério das Ferrovias da China entregam amanhã à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) uma carta que registra a não participação do grupo chinês na licitação.A data limite para apresentação de propostas é dia 29, segunda-feira.

Wang Xiaozhou e Wang Jianguo estão voando em direção ao Brasil nesse momento e devem chegar no País no final desta noite. A alegação do grupo chinês, liderado pela China Railway Construction Corporation (CRCC), é que a concorrência tem condições difíceis de serem aceitas e o risco a ser asumido pela empresa que fizer o TAV é extremamente alto. Também citam que o volume de tráfego não é previsível no edital.

A licitação corre o risco de ser esvaziada às vésperas da abertura dos envelopes. A empresa espanhola CAF também não deve participar, assim como a alemã Siemens. A francesa Alstom mantém supense. A empresa informou que busca informações necessárias para definir  posição. Os japoneses anunciaram pela manhã que também não devem participar. Resta apenas o grupo coreano. No mercado, é corrente a expressão de que o leilão esvaziado é ruim, mas com a participação de apenas um concrrente ficará pior ainda.

O projeto é de R$ 33,1 bilhões, sendo R$ 20 bilhões financiados pelo BNDES. A ANTT vem sofrendo pressões para adiar a licitação. Neste momento, em Brasília, responsáveis pela concorrência estão reunidos para definir uma posição. Se houver o adiamento, como querem as empresas, a disputa deverá ser retomada apenas em 2011.

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