Capital puxa votos para Tiririca; no interior votação foi menos empolgante

Estadão

04 de outubro de 2010 | 19h03

Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, deputado federal do PR mais votado do Brasil com mais de 1,3 milhão de votos não foi o primeiro colocado em algumas cidades emblemáticas de São Paulo, mas ganhou na capital.

Na São Bernardo do Campo, berço do PT e onde mora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato mais votado foi Vicentinho, do PT, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da CUT, com 56.732 votos, segundo o TSE. Tiririca ficou em treceiro,, com 28.987 votos.

Na capital do Estado, cidade mais importante do País, Tiririca foi ao topo, com 436.014 votos, praticamente 30% de toda sua votação. Na segunda colocação vem a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB), com 178.003 votos.

Pindamonhangaba do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) teve Tiririca em segundo lugar, com 3.775 votos. Gabriel Chalita (PSB) vereador por São Paulo e ex-secretário estadual de Educação  foi o primeiro, com 4.395 votos.

Na Santos, terra do ex-governador Mário Covas, fundador do PSDB, o primeiro deputado federal mais votado foi Márcio França, (PSB), com 23.210 votos, seguido de Tiririca com 13.595.

São Caetano do Sul, expoente por ostentar melhor IDH do Brasil e alto nível educacional deixou Tiririca na quarta posição, com 3.829 votos. No município, o primeiro colocado para a Câmara Federal foi William Dib (PSDB), ex-prefeito da vizinha São Bernardo, com 9.614 votos.

Os eleitores da minúscula Borá, cidade com 852 habitantes no interior paulista, nem se importaram com as gracinhas de Tiririca, que ficou na sexta colocação com 33 votos. O primeiro foi o petista Vanderlei Siraque de Santo André, com 78 votos.

Analfabetismo

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, acaba de receber denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Tiririca. Conforme a sentença, a prova técnica apresentada sobre alfabetização de Tiririca justifica o recebimento da denúncia, anteriormente rejeitada, para início da ação penal.

Segundo o juiz, “a prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística aponta para uma discrepância de grafias”, o que leva a uma razoável dúvida sobre uma das “condições de elegibilidade inseridas em declaração firmada pelo acusado, no momento do pedido de registro de candidatura a deputado federal para concorrer às eleições 2010, por meio da qual afirma que sabe ler e escrever”. O prazo para apresentação de defesa é de 10 dias. Cabe recurso ao TRE.

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