Aterramento

Estadão

18 de dezembro de 2009 | 11h28

Essa foto mostra trecho ao lado do Rio Tietê, no chamado Cotovelo do Tietê, no Jardim Pantanal, zona leste da capital, que começou a ser aterrado clandestinamente em 2007. Moradores pagavam de R$ 10 a R$ 30 para que caçambeiros despejassem entulho na várzea do rio. O bairro foi se formando. Grileiros vendiam terrenos de 120 metros quadrados a valores entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. O poder público, mesmo ciente na situação, construiu uma escola no local, que é considerado por lei área de proteção ambiental. Hoje, os moradores estão há 10 dias com água pelas canelas. Água essa infectada com esgoto (não há rede coletora de detritos ou de abastecimento de água potável no bairro). A empresa de saneamento estadual despeja o esgoto in natura no rio, que volta para o bairro alagado. Unidade de saúde da área já registrou pelo menos 10 casos de leptospirose. Em mais duas semanas, acreditam os infectologistas, começarão a aparecer casos de hepatite A, doença transmitida pela água contaminada. Verminoses e doenças diarreicas também já estão sendo registradas.

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