190

Estadão

20 de julho de 2009 | 11h53

Passei por uma experiência terrível no sábado. Testemunhei a tentativa de suícido de um homem. Ele se jogava na frente de carros e caminhões numa alça de acesso à Rodovia Anchieta, em frente a um hipermercado. Foi uma coisa desesperadora. Liguei para o 190, da Polícia Militar, mas a tendente queria que eu informasse o número da avenida em que está localizado o mercado. Foi uma conversa de louco, com a mulher dizendo que só podia mandar uma viatura para lá se eu comunicasse o número, que não existe. Pelo menos não é visível na parede da loja. Qualquer pessoa de São bernardo do Campo sabe onde fica o Extra Anchieta. Enquanto isso o homem se jogava contra carros, caminhões. Eram motoristas desesperados, o suicida gritando, as pessoas gritando para ele parar e outro grupo incentivando-o a se jogar de novo. Surreal. Foram longos seis minutos de conversa com a atendente. Uma conversa infrutífera com o homem que tentava se suicidar. A atendente sugeriu então que eu ligasse para o 192. Resultado: o desesperado suicída quase morreu debaixo das rodas de um caminhão. Mas depois de ferido ficou ao chão e um carro do departamento de trânsito chegou, parando todo o tráfego. O que evitou uma nova tentativa de se jogar debaixo de outro caminhão.