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“Vou correndo às estantes de poesia… Sempre tão solitárias!”

Edison Veiga

27 Setembro 2010 | 08h46

Ele levou o Prêmio Jabuti em 2006 por seu livro Contos Negreiros. Marcelino Freire, 43 anos, é o terceiro participante da série de entrevistas por escrito.

FOTO: J F DIORIO/AE

São Paulo é mais inspiração ou mais piração?
É mais ação… Eu precisava de uma cidade assim: em movimento.

Por que você virou escritor?
Porque não sou um homem bonito.

De quais livros você se alimenta?
Daqueles que me deixam doente, sem forças, com fome.

Como é seu processo de escrita? Mais dor ou mais prazer?
Prazer, sempre. Essa coisa de dor é muito cristã.

Qual livro você ainda gostaria de escrever?
O próximo. Não sei em que ele vai dar. Só tenho o título: “O meu bói morreu”.
É de contos. E é assim mesmo, com acento. “Boy”, entende?

Por que os microcontos no Twitter?
Porque menos é sempre mais. Porque sempre estive envolvido com as micronarrativas muito antes de o Twitter tuitar essa ideia, entende?

Frequenta bibliotecas? Quais estantes prefere?
Frequento… Agora, mais a trabalho. Vou correndo às estantes de poesia… Sempre tão solitárias!

Um sebo.
Sebo Avalovara, na Pedroso de Moraes. Porque o dono foi o escritor Evandro Affonso Ferreira. Porque um outro escritor é dono dele hoje, o Bernardo Ajzenberg.

Uma livraria.
Livraria da Vila. Porque sempre me recebeu de portas abertas. Antes de eu ser escritor, até.

Um bar.
O Mercearia São Pedro, na Rua Rodésia. Porque lá os escritores são bem tratados e bem servidos. Coisa rara.