Um casarão cheio de boa histórias
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Um casarão cheio de boa histórias

Edison Veiga

11 de maio de 2012 | 04h06

MEMÓRIA DA CIDADE


Tombada pelos órgãos estadual e municipal de proteção ao patrimônio, a mansão da foto acima foi construída por um industrial paulistano entre 1911 e 1912. Fica na esquina da Rua Guaianases com a Alameda Nothmann, no bairro de Campos Elísios e, há 16 anos, funciona como sede do Grupo Tejofran, que atua no ramo de terceirização de serviços.

Com agendamento prévio (o telefone da empresa é 0800-7707681) é possível visitar o casarão, projetado pelo arquiteto sueco Carlos Ekman (1866 – 1940), e se deslumbrar com detalhes como uma escada toda feita de mármore ou mesmo com a farta quantidade de cômodos. Como era tradição na época, o casal proprietário do imóvel tinha quartos separados.

Uma curiosidade: na Revolução Paulista de 1924, o imóvel foi alvejado por tiros. Amedrontados, os proprietários acabaram instalando, nessa época, um cofre no porão, para guardar os bens valiosos. Oito anos mais tarde, na Revolução de 1932, a casa foi utilizada como quartel para alguns soldados, antes de rumarem aos frontes.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 7 de maio de 2012

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