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Taquarituba

Edison Veiga

22 de setembro de 2013 | 22h28

Para quem deixa a cidade natal, a rodoviária se torna um símbolo. Chegadas, partidas, despedidas, abraços, saudades. Quantas vezes, quantos ônibus, os ires e vires, os voltares.

Na tarde deste domingo, a rodoviária de Taquarituba foi destruída por um vendaval, um tornado. Não só a rodoviária. Com um nó no coração — uma dor mais forte do que um nó na garganta — vejo em minha timeline no Facebook uma enxurrada de fotos e vídeos com cenas de uma verdadeira tragédia. Um dos belos parques municipais taquaritubenses também é só escombros. O posto de gasolina, em cujo restaurante comi tantas pizzas em minha adolescência, está irreconhecível. Casas, destelhadas. O distrito industrial, reduzido a entulho.

Antes fossem perdas só materiais. Os números ainda não estão consolidados, mas já há pelo menos dois mortos e quarenta feridos.

É uma sensação muito estranha, e de completa impotência, presenciar tudo isso assim, de longe, apenas ruminando os relatos, telefonando para parentes, pensando nos amigos, torcendo para que a cidade se reconstrua o mais rapidamente possível.

Um pedaço de mim foi destruído junto com parte da cidade. Lembranças. Passos de meu passado. Lugares onde vivi, convivi, partilhei sonhos e, principalmente, pisei com meus pés vermelhos.

Em uma tragédia natural, não temos nem culpados para apontar. Mas como em qualquer tragédia, só a união e a força de todos nós, taquaritubenses, serão capazes de fazer com que a cidade se reerga.

Hoje, infelizmente, estamos de luto.

>> Saiba o que fazer para colaborar com a reconstrução da cidade.

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