‘SP terá seu maior carnaval de rua, mas estrutura será precária’
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‘SP terá seu maior carnaval de rua, mas estrutura será precária’

Edison Veiga

08 Fevereiro 2014 | 20h27

Entrevista: Juca Ferreira, secretário municipal de Cultura

FOTO: SILVANA GARZARO/ ESTADÃO

Juca Ferreira (foto), o secretário municipal de Cultura de São Paulo, diz que a ideia de cadastrar os blocos paulistanos ronda seu gabinete desde o começo da gestão Fernando Haddad, em janeiro de 2013. “Fomos procurados por representantes de alguns blocos preocupados com o fato de o carnaval de rua aqui ser consentido, mas ilegal”, conta. Na tarde de sexta, último dia para as inscrições dos blocos no site oficial mantido pela Prefeitura, Ferreira conversou com o Estado. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Qual é a sua expectativa para o carnaval de rua deste ano?
Será o maior de nossa história. Mas o do próximo ano ainda vai ser maior do que este. Existem estudos apontando que o carnaval de rua está se tornando um fenômeno em todas as grandes e médias cidades. Por isso é recomendável que o poder público se prepare.

Com os blocos inscritos, haverá uma infraestrutura para os frequentadores?
É um processo de ordenamento mínimo, mas estamos iniciando. Neste ano ainda será uma estrutura precária. Mas está havendo um trabalho de estruturação para evitar problemas na área de segurança, incômodo aos moradores, trânsito. Estamos ordenando algo que já existe há muito tempo. Haverá banheiros químicos, um certo plantão de saúde, por exemplo.

A Prefeitura pretende organizar as datas dos blocos?
Queremos interferir o mínimo possível na autonomia dos grupos. Já observamos que aqui o carnaval de rua ocorre antes e depois dos dias do carnaval. Talvez porque muitos paulistanos preferem sair da cidade durante esse período, para curtir a festa em outras capitais, no interior ou no litoral. É uma característica daqui: os blocos vão às ruas em diferentes datas e diferentes locais, o que complica um pouco o nosso trabalho.

Há preocupação da Prefeitura quanto ao uso de abadás ou cordões que restrinjam a participação nos blocos?
A ideia é evitar a privatização do espaço público. As cidades que conseguiram manter o espaço público avançaram mais no sentido de uma celebração aberta para todos os que vivem na cidade. Os blocos podem ter camisetas, abadás e fantasias, mas isso não pode significar a privatização do espaço público.

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