Só no badalo
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Só no badalo

Edison Veiga

19 de agosto de 2013 | 00h11

FOTO: PAULO LIEBERT/ ESTADÃO

Depois de serem restaurados, voltaram a repicar na noite da última segunda os seis sinos do Mosteiro de São Bento. Fabricados na Alemanha em 1912, eles chegaram ao Brasil nove anos mais tarde. O maior deles, chamado de ‘Cantabona’, pesa 5,5 toneladas.

O restauro consistiu na limpeza das peças, reforma e pintura da estrutura, além da instalação de um sistema eletrônico de acionamento – agora, a programação pode ser monitorada pelos monges via internet.

Trabalho semelhante ocorreu no campanário da Catedral da Sé. Foram cinco anos em silêncio até que os 61 sinos da igreja – o maior carrilhão da América Latina – voltassem a repicar, em dezembro de 2010.

Mas o sino mais importante de São Paulo, sem dúvida, é o que fica na Paróquia São Geraldo, em Perdizes (foto). Ele soou em 7 de setembro de 1822, para anunciar aos paulistanos a Independência do País. Na época, ficava na Sé. Em 1913, com a demolição da velha catedral, foi transferido para o Mosteiro da Luz. Só em 1942, foi doado à Igreja de São Geraldo. Pesa 2,25 toneladas e tem 1,75 m de altura por 1,70 m de diâmetro. É fundido em bronze, misturado a 18 kg de ouro. Tombado pelo Patrimônio Histórico, o sino está aposentado: não toca mais.

Mosteiro de São Bento. Metrô São Bento.
Catedral da Sé. Metrô Sé.
Paróquia São Geraldo. Lgo. Padre Péricles, s/n, Perdizes.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 16 de agosto de 2013

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