Sem parar
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Sem parar

Edison Veiga

08 de agosto de 2013 | 00h09

FOTO: EVELSON DE FREITAS/ ESTADÃO

Ao menos em São Paulo, não é porque se nasce estátua que se está condenado a viver para sempre no mesmo lugar. Quem frequentava o velho Pacaembu nos tempos da concha acústica certamente se lembra da réplica da estátua de Davi, de Michelangelo.

Em 1970, quando a arquibancada do tobogã foi construída, concha e estátua saíram de lá. Davi ficou um tempo em frente ao estádio. Quatro anos depois, a peça – que mede 5,5 m – foi instalada na entrada do então Ceret, na Zona Leste, hoje Parque Anália Franco (R. Canuto de Abreu, s/n, V. Formosa).

Outro caso curioso é o do busto do poeta Álvares de Azevedo. Inaugurado em 1907, com dinheiro arrecadado por alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, acabou instalado na Praça da República. Ficou ali até 2006, quando, durante a Virada Cultural, estudantes a levaram para o Largo São Francisco.

A escultura em homenagem ao escritor Alceu Amoroso Lima (foto), que hoje fica em frente à biblioteca homônima (R. Henrique Schaumann, 777, Pinheiros), foi parar ali em 2006, 16 anos depois que uma obra viária a retirou do ponto original: o cruzamento da Marginal Pinheiros com a Av. João Dias.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 26 de julho de 2013

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