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Sem estreia nem despedida

Paulistices: 576 participações na Rádio Estadão

Edison Veiga

17 Março 2017 | 10h50

Imagem: Divulgação

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Não sou homem de estreias. Muito menos de despedidas.

Em 28 de março de 2011 entrei ao vivo na Rádio Estadão para contar a história do primeiro automóvel que circulou pela cidade – aquele da família do Santos Dumont. Era o segundo dia da vida da emissora jornalística. Porque não, não sou homem de estreias.

Ontem, 15 de março de 2017, foi ao ar a última participação da coluna Paulistices na Rádio Estadão, cujas operações se encerram hoje. Porque não, não sou homem de despedidas. Entrevistei o cineasta Fernando Meirelles – na rara pele do arquiteto e urbanista Fernando Meirelles. Foi uma honra, para mim, fechar o ciclo assim.

Desde que a jornalista Filomena Salemme, a Filó, inventou que eu podia empunhar um microfone no ar e fazer o que sempre fiz no papel, no blog e na vida – contar histórias curiosas da cidade –, a rádio se tornou minha cachaça, minha alegria periódica.

Da primeira participação, tímida e com o treino de apenas três pilotos realizados antes, com a então âncora Sandhra Cabral, até a última, com um estilo mais solto e na companhia do grande Emanuel Bomfim, foram 576 colunas.

Quinhentos e setenta e seis vezes em que, privilegiado, entrei no radinho de casas, carros e celulares das pessoas com alguma curiosidade, algum personagem, algum entrevistado, alguma boa lorota paulistana.

Seria injusto aqui tentar elencar todos os nomes dos que foram parceiros nessa longa jornada – certamente minha memória me trairia e eu me esqueceria de alguém, entre tantos apresentadores, produtores, técnicos de som.

Mas preciso citar alguns deles, justamente aqueles a quem sempre serei grato por terem me introduzido ao maravilhoso mundo do rádio. A inesquecível Filó, responsável pelo início. A Alessandra Romano, parceira mais duradoura. A Paula Marinho, pela reinvenção do formato. O Emanuel Bomfim, grande Mané, com quem, em minha modesta opinião, formei a dupla mais afinada. E o Gustavo Lopes, o Grisa, apresentador da última temporada – e sempre prestativo, me esperando nos horários mais absurdos e me passando os áudios para a publicação posterior neste blog.

Também preciso agradecer aos convidados que, na fase final da coluna, quando começamos a veicular também entrevistas, nunca se negaram a bater um papo sem roteiro comigo. E foram muitos.

Por fim, um muito obrigado aos ouvintes. Pela paciência, pelas interações, pelas críticas, pelo carinho de sempre.

Assim como a vida, a coluna também prossegue. Aqui neste blog. Nesta página do Facebook. E, todas as sextas, no caderno Divirta-se, do Estadão. Até lá.