Revolução de 1932: o cartão postal na correspondência da trincheira
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Revolução de 1932: o cartão postal na correspondência da trincheira

Edison Veiga

08 de julho de 2013 | 16h39

Por Benedito Lima de Toledo*

IMAGEM: ACERVO BENEDITO LIMA DE TOLEDO/ REPRODUÇÃO

Na Revolução Constitucionalista de 1932 surgiu uma forma de comunicação entre os combatentes e seus familiares: o cartão postal. Surpreende a qualidade dessas peças elaboradas em tão curto espaço de tempo. Numa delas a imagem é art deco, com o perfil de dois combatentes que emergem de um “V” formado pelas bandeiras do Brasil e de São Paulo. Ainda curiosa é a faixa de aproximadamente um centímetro sob essa imagem.

Examinando atentamente, a faixa apresenta a silhueta da cidade nesse ano, a saber: à esquerda, a Estação da Luz com uma composição à frente, e no outro extremo as torres do Mosteiro de São Bento. Ao centro, a silhueta de alguns edifícios, o mais alto possivelmente o Martinelli, ainda em construção nesse ano.

O endereçamento é feito a lápis e, em alguns cartões, aparece no canto um “visto”. A mensagem é pouco esclarecedora, como de se prever. Ao alto, a expressão “O ENTHUSIASMO DAS TROPAS APRESSA A VICTORIA”. As palavras CONSTITUIÇÃO ou CONSTITUCIONALISTA são presença constante, no que ficou conhecido como “Correio Militar M.M.D.C.”

* O arquiteto e historiador Benedito Lima de Toledo é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

Tendências: