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Reaberto, Pavilhão Japonês tem programação especial

Edison Veiga

27 Janeiro 2016 | 04h52

Foto: Werther Santana/ Estadão

Foto: Werther Santana/ Estadão


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Reaberto ao público depois de obras de reforma, o Pavilhão Japonês do Parque Ibirapuera está com uma programação especial até 28 de fevereiro. Trata-se do conjunto de eventos O Olhar Japonês no Brasil, que valoriza o intercâmbio cultural entre os dois países. São exposições de arte craft (creâmica, boneca tôsso, arte em metal, oshibana, tintura natural e shippo-yaki), ikebana e bonsai, além de concertos de música clássica japonesa.

Exposição de arte craft
(curadoria de Kenjiro Ikoma, presidente da Comissão de Arte Craft do Bunkyo)

“A arte craft une o útil ao belo”, explicam os organizadores, em nota. “Ela envolve a criação de objetos a partir de elementos básicos da natureza como ar, água, terra e fogo com a utilização de matérias-primas variadas como madeira, vidros, tecidos, argila, metal, flores, folhas, bambu, tecidos tingidos, tecidos produzidos em tear manual, entre outros. Nela está enquadrado todo e qualquer tipo de utensílios que se relacione com o cotidiano de vestir-se, alimentar-se, morar e viver, tal como móveis, pratos, copos, talheres, roupas e adornos.”

Exposição de bonsai
(curadoria de Márcio Augusto de Azevedo, fundador do Bonsai Kai)

“Não há árvore de bonsai, mas árvores que se transformam no processo de Bonsai”, esclarecem os organizadores. “Na prática, é a arte de selecionar uma planta que tenha o potencial de se transformar numa réplica em miniatura de sua equivalente na natureza. No bonsai também encontramos uma classificação de estilos e formas mais tradicionais e suas principais categorias se baseiam na forma geral e na composição da árvore no vaso, enquanto outras classificações referem-se à posição e ao número de troncos, a forma das raízes e dos galhos. Nenhuma forma é melhor ou pior que a outra, tudo depende da apreciação e do estilo do observador.”

Exposição de ikebana
(curadoria de Cristina Sagara, vice-presidente da Comissão de Administração do Pavilhão Japonês)

“A ikebana refere-se ao arranjo executado com flores e folhas vivas”, ressaltam os organizadores. “Esta arte surgiu com a Escola Ikenobo há mais de 550 anos, cuja trajetória inclui arte tradicional e arte criativa, em que ambas interagem continuamente, encorajando novos desenvolvimentos na ikebana dos dias atuais.”

Concertos de música clássica japonesa: sábado, às 15h / domingo, às 11h
(curadoria de Shen Kyomei, presidente da Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa)

“Será apresentada uma série de concertos da música clássica japonesa tendo como principal elemento inspirador a ‘Natureza'”, anunciam os organizadores. “Os programas a serem executados nos mostram períodos expressivos da história do Japão: a era Feudal, o período Edo, a Restauração Meiji e era Moderna – expressos nos acordes do shakuhachi, koto e shamisen. Diferentes grupos da Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa farão as apresentações.”

SERVIÇO
O Olhar Japonês no Brasil
Até 28 de fevereiro
Visitação: quarta-feira, sábado e domingo
Horário: das 10h às 12h e das 13h às 17h
Contribuição: R$ 5,00 e R$ 10,00 (isento para crianças até 4 anos e idosos acima de 65 anos)

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