Proibições do samba
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Proibições do samba

Edison Veiga

01 Março 2014 | 00h53

FOTO: ACERVO ESTADO

Nem só de liberdades é feito o carnaval. No caso da folia paulistana, não faltam episódios prosaicos de proibições. Em 1972, dez anos após o lança-perfume ter caído na ilegalidade, foi a vez de o confete de isopor ser banido, por resolução assinada pelo então Secretário de Segurança Pública Servulo Mota Lima.

No ano seguinte, mais rigor ainda. “O folião paulista, da capital ou do interior, que usar máscara durante o carnaval estará infringindo as normas baixadas pela Secretaria da Segurança Pública”, registrou a edição de 1.º de março de 1973 do jornal O Estado de S. Paulo. O argumento da secretaria para justificar a determinação foi que a proibição ajudaria a “garantir os festejos dentro de um clima de ordem, segurança e tranquilidade públicas”.

O clima de censura também existia nos desfiles das escolas de samba. Na época do regime militar, todos os carros alegóricos precisavam passar por vistoria prévia da Divisão de Diversões Públicas – só após autorização iam para a avenida.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 28 de fevereiro de 2014

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