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Presépios: do vivo ao eletrônico

Edison Veiga

23 Dezembro 2010 | 09h29

ENTÃO É NATAL…
FOTO: ARQUIVO/AE

Na cabeça do paulistano não faltam memórias de comemorações natalinas. O que poucos param para pensar, entretanto, é na evolução desses enfeites. Nos anos 1970, por exemplo, o centro da cidade virava palco para a encenação de um presépio vivo (a foto acima foi tirada na frente da Galeria Itapetininga, na Rua Barão de Itapetininga). Era como se uma Belém de 2 mil anos atrás pudesse existir entre prédios, carros e a multidão, dando passagem aos atores representando Maria e José.

Em 1986, um painel eletrônico foi instalado em uma esquina da Avenida São João. High-tech para a época, expressava os votos de “Feliz Natal”. Mas o auge tecnológico veio no showzinho preparado para a noite de 23 de dezembro: luzes de raios laser e fogos de artifício deram mais cor ao telão. E, de repente, ali começaram a se formar imagens da peregrinação de Maria e José e do nascimento do Menino Jesus. Um verdadeiro presépio eletrônico, observado por milhares de paulistanos, entre deslumbrados e incrédulos com tanta modernidade.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 20 de dezembro de 2010