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Pentes, parafusos e até um cinema

Edison Veiga

23 de setembro de 2011 | 04h51

MEMÓRIA
FOTO: CENTRO DE MEMÓRIA DA FUNDAÇÃO BUNGE/DIVULGACAO

Em 17 de setembro de 1908, a sede da empresa Moinho Santista – atual Bunge Alimentos – foi transferida de Santos para um sobrado na Rua da Quitanda, centro de São Paulo. Na época, a empresa decidiu diversificar suas atividades: adquiriu fazendas e passou a fabricar de tudo – pregos, parafusos, tintas, pentes…

Mais tarde, a empresa teve até um cinema. O Cine São Bento, localizado na rua homônima, foi inaugurado em 10 de setembro de 1927. No ano seguinte, o cinema foi vendido – por 1.850 contos de réis. Em 1930, o espaço foi fechado temporariamente, por conta de uma crise no mercado exibidor. Reabriu em seguida e, nos últimos anos, foi administrado pelo circuito de cinemas Serrador. Encerrou as atividades definitivamente em 1950. Sem direito a happy end.

Esta é uma das histórias do acervo do Centro de Memória da Fundação Bunge, que fica na sede da empresa, no Centro Empresarial São Paulo, na zona sul.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 12 de setembro de 2011

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