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Para quem achou ou perdeu

Edison Veiga

02 de fevereiro de 2012 | 05h02

FOTO: NILTON FUKUDA/ AE

Eis a sinopse da coluna exibida pela rádio Estadão ESPN no dia 2 de janeiro:

Qual é a maior central de achados e perdidos de São Paulo?
Trata-se da Seção de Achados e Perdidos do Terminal Rodoviário do Tietê (foto acima), o maior terminal rodoviário da América Latina, por onde circulam 90 mil pessoas por dia.

E quantos itens vão parar nessa seção por mês?
Em média, são 150 itens, entre objetos e documentos, por mês. O que dá uma média de cinco itens por dia. Mas em meses como este, de férias escolares e maior movimento na rodoviária, o número dobra: muitas vezes, ultrapassa os 300 itens perdidos, dez por dia.

Quais são os itens mais comuns que aparecem?
Já apareceu de tudo, coisas que até deixam a gente curioso para saber como foram parar lá: mão mecânica, geladeira, urna funerária, dentadura, cadeira de rodas e até muletas – alguns funcionários brincam que a rodoviária deve fazer milagres, para que esses itens sejam simplesmente deixados lá. Mas os mais comuns são celulares, malas e documentos.

E como funciona o setor, tanto para quem acha algo, como para quem perde algo?
Os objetos encontrados na rodoviária são entregues no balcão de informações. Ali são recebidos, catalogados e levados para uma sala, onde ficam guardados. Quem perde algo também deve procurar no balcão de informações. Mas, para evitar que espertinhos tentem surrupiar itens que não lhe pertencem, o suposto proprietário de um objeto perdido precisa descrever em detalhes seu pertence. Do tipo: se você perder um celular, vão perguntar até alguns contatos da agenda, para se certificar de que o item é mesmo seu.

E uma última curiosidade: nem 20% do que vai parar na seção é retirado de volta por quem perdeu. Depois de 2 meses, o material não solicitado segue em doação para entidades filantrópicas.