Os arranha-céus em exposição
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Os arranha-céus em exposição

Edison Veiga

03 de abril de 2013 | 00h50

HÁBITAT

Em cartaz até sábado no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073), a exposição Os Céus como Fronteira traz 45 fotos – retiradas do livro homônimo, lançado pela Editora Grifo – que ajudam a contar a história da verticalização do Brasil. O trabalho de pesquisa e redação do projeto, que durou um ano, foi empreendido pelos historiadores Zuleika Alvim e Paulo César Garcez Marins.

Não faltam exemplos dos emblemáticos prédios paulistanos, como o Martinelli, aberto em 1929, e o Sampaio Moreira, de 1924. Destacam-se, entretanto, histórias curiosas. É o caso do Edifício Esther (na foto), inaugurado em 1936 com uma proposta bastante incomum para a época: o uso misto, com apartamentos residenciais e espaços para escritórios. No início, foi grande a resistência – os possíveis moradores achavam que a proposta configuraria uma quebra de privacidade. O estigma foi derrubado com o tempo. Um dos primeiros a viver no prédio foi o pintor Di Cavalcanti (1897-1976).

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 1º de abril de 2013

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