Obra de Tomie na 23 de Maio terá novas cores
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Obra de Tomie na 23 de Maio terá novas cores

Edison Veiga

16 Outubro 2012 | 00h01

Escultura no canteiro central da via é restaurada

Em parceria com TIAGO QUEIROZ

Uma das obras de arte mais conhecidas de São Paulo, o Monumento à Imigração Japonesa, no canteiro central da Avenida 23 de Maio, passa por restauração. Até o fim deste mês, os atuais verde, amarelo e azul darão lugar a outros tons de verde e amarelo, ao lado de azul-piscina e laranja.

É a quarta vez que a obra de arte, inaugurada em 1988, passa por obras de restauração – a última foi em 2006. Como sempre, as tonalidades foram escolhidas pela própria artista plástica que assina a obra, Tomie Ohtake. “Ela gosta que haja uma mudança nas cores, porque aí a cidade tem uma novidade”, comenta o arquiteto e designer Ricardo Ohtake, um dos filhos da artista.

A recuperação do monumento, cujos trabalhos se iniciaram na semana passada, está orçada em R$ 37 mil – bancados pela Prefeitura e executados sob supervisão do Instituto Tomie Ohtake.

“Primeiramente fizemos um trabalho de limpeza. Depois raspamos e lixamos. Nesta etapa, estamos corrigindo eventuais imperfeições com massa corrida”, explica William Jesus da Silva, proprietário da empresa de restauração que faz o serviço. “Só então aplicaremos três demãos de tinta, já nas novas cores.”

Homenagem. O Monumento à Imigração Japonesa é composto por quatro grandes lâminas de concreto em forma de ondas – para simbolizar as quatro gerações de japoneses que vivem no Brasil, formando uma colônia de mais de 1,5 milhão de pessoas.

Em 1988, Tomie foi convidada pela Comissão Municipal dos Festejos do 80.º Aniversário da Imigração Japonesa para desenvolver a obra, que acabou inaugurada em 10 de novembro daquele mesmo ano.

QUEM É
TOMIE OHTAKE
Artista plástica

Nascida em 1913, veio para o Brasil com 21 anos. Iniciou a carreira aos 40 e é uma das mais importantes artistas contemporâneas. Tem gravuras, pinturas e esculturas – muitas em áreas públicas.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, dia 16 de outubro de 2012

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