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O telégrafo contra a criminalidade

Edison Veiga

01 de agosto de 2011 | 09h23

190 DAS ANTIGAS
FOTO: ACERVO FUNDAÇAO TELEFONICA

Na virada do século 19 para o século 20, as ruas paulistanas ganharam aparelhos como os da foto, chamados de “telégrafos policiais”. Eram armas da população contra a criminalidade: por meio deles, era possível contatar, diretamente, os departamentos encarregados da Segurança Pública de São Paulo.

Graças a um sistema de alavanca e seta, o contato era transmitido imediatamente, em código Morse. Um verdadeiro disque 190 das antigas. A comerciantes donos de estabelecimentos próximos a esses aparelhos, eram confiadas chaves, para o caso de necessidade.

O serviço foi desativado em 1935, com a chegada das radiopatrulhas. Mas sua memória está registrada em um dos cinco livros Fotografia e Telefonia, da Fundação Telefônica. Com textos do escritor Ignácio de Loyola Brandão e recheados de fotos antigas, eles têm formato de livro eletrônico e podem ser baixados gratuitamente a partir de hoje deste site.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 1º de agosto de 2011

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