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O poeta e os livros do mosteiro

Edison Veiga

22 de novembro de 2010 | 11h43

ADOLESCÊNCIA ERUDITA

Pouca gente sabe, mas o poeta curitibano Paulo Leminski (1944-1989) deve parte de sua formação ao Mosteiro de São Bento, marco do centro paulistano. Atraído pela rica e erudita biblioteca – na época, já com 70 mil volumes, cerca de 30 mil a menos que a coleção atual – da instituição, o jovem Leminski começou a trocar cartas com os religiosos. Em 1958, mudou-se para São Paulo a fim de estudar no Colégio de São Bento, passando a viver na clausura beneditina.

Nos quase dois anos em que morou ali, estudou latim, grego, filosofia e cultura religiosa, conforme atesta a biografia Paulo Leminski: O Bandido Que Sabia Latim, escrita por Toninho Vaz. Durante toda a vida, o poeta seguiu se correspondendo com os monges de São Bento, compartilhando com eles a evolução de seus estudos. Em diversas entrevistas, ele fazia questão de repetir que sempre se consideraria um beneditino – não à toa, há referências à ordem religiosa em alguns de seus poemas, como em In Honore Ordinis Sancti Benedictie em Sacro Lavoro.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 15 de novembro de 2010

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