O pior de São Paulo são os ‘espertinhos’
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O pior de São Paulo são os ‘espertinhos’

Quando uma ciclovia escancara os problemas de convivência da maior cidade do País

Edison Veiga

14 Agosto 2014 | 13h14

Tem aquela campanha do governo federal que diz que “o melhor do Brasil é o brasileiro”. A frase não é nova – e não foi criação de nenhum marqueteiro. É da obra do folclorista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). E, acredito, pode ser aplicada a qualquer parte do mundo, desde o macro “o melhor da Terra é o terráqueo”, até o local “o melhor de São Paulo é o paulistano”.

Mas há o outro lado da história. Somos humanos, portanto, suscetíveis a erros. Então que o pior do Brasil também é o brasileiro. O pior da Terra também é o terráqueo. E o pior de São Paulo, veja só, é o paulistano.

Fiquei pensando nisso por duas horas na última terça, quando permaneci – bloco e caneta em punho – plantado na Avenida São João, contando quantos veículos (e de que tipo) utilizavam a nova ciclovia instalada pela Prefeitura. Porque, particularmente, acho que a cidade tem mesmo de se encher de ciclovias – e quaisquer outras coisas que privilegiem o ser humano em detrimento das máquinas, que favoreçam a convivência e o viver em detrimento da pressa e do morrer. Só que, enquanto houver tantos espertinhos furando o trânsito da maneira mais torpe possível, essa São Paulo agradável que queremos permanecerá apenas no intangível, no imaginário. Uma pena.

Veja as fotos (todos cliques do colega Alex Silva, aqui do Estadão):

Foto: Alex Silva/ Estadão

Foto: Alex Silva/ Estadão

Foto: Alex Silva/ Estadão

Foto: Alex Silva/ Estadão

Eis o ranking (terça-feira, dia 12 de agosto, das 17h às 19h, na ciclovia da Avenida São João, entre a Rua General Osório e a Avenida Duque de Caxias):

Bicicletas: 43
Skate: 1
Patinete: 1
Cavalos (da PM): 8
Motocicletas: 158
Carros: 16
Caminhão (VUC): 1

A matéria completa, feita em parceria com o colega Bruno Ribeiro, pode ser conferida neste link. Ontem, o tema também rendeu comentário na rádio Estadão.