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O obelisco do Largo da Batata

Edison Veiga

16 Fevereiro 2011 | 06h36

FOI E VOLTOU
FOTO: TIAGO QUEIROZ/AE

Quem passa pela Avenida Brigadeiro Faria Lima já deve ter notado este obelisco da foto, com cerca de 7,5 metros de altura, instalado na Praça João Nassar, pertinho da Estação Faria Lima do Metrô. Trata-se do Monumento à Aldeia de Nossa Senhora dos Pinheiros, uma coluna formada por blocos de granito que tem, no topo, um relevo de bronze com figuras de índios, jesuítas e bandeirantes – personagens ligados à história do aldeamento surgido ali em 1560, que daria origem ao bairro de Pinheiros.

A obra, do escultor paulistano Luiz Morrone (1906-1998), foi instalada no local no ano de 1971. A iniciativa partiu de diversas entidades: Lions Clube, Associação Comercial de São Paulo, Rotary Club, Associação dos Advogados de Pinheiros, Associação para o Desenvolvimento de Pinheiros, Associação Cristã de Moços e Núcleo dos Cirurgiões Dentistas de Pinheiros.

Em 2005, por causa da construção da estação de metrô, o monumento acabou retirado dali – passou por limpeza e ficou guardado em um galpão da Prefeitura. No início deste ano, voltou ao endereço original.

Da lavra de Luiz Morrone há outras centenas de obras. Entre elas, a versão escultórica oficial do Brasão de Armas do Estado de São Paulo, que pertence ao acervo do Palácio dos Bandeirantes.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 14 de fevereiro de 2011

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