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O maestro e os músicos de rua

Edison Veiga

29 Março 2011 | 05h41

SHOW
FOTO: ANTONIO MILENA/AE

Cantores maltrapilhos de chapéu na mão, violeiros mendigos, sanfoneiros cegos… Essas figuras tão comuns no centro de São Paulo – e de outras metrópoles – estarão virtualmente em projeções audiovisuais, no palco no Sesc Vila Mariana (Informações: 11 5080-3000). Os artistas de rua vão contracenar com o músico paulistano Lívio Tragtenberg, em espetáculo marcado para as 20h30 do próximo dia 5.

Desde 2004, Tragtenberg acompanha o som da rua. Com os paulistanos, montou a Orquestra de Músicos das Ruas de São Paulo, cujo segundo CD, Não Vendemos Fiado, acaba de ser gravado. Nos últimos anos, sua pesquisa musical continuou em outras cidades brasileiras e países como Colômbia, Islândia, Alemanha e Estados Unidos.

“Há diferenças de estilo da música de rua em cada cidade”, conta. “Em São Paulo, por exemplo, percebemos a influência dos ritmos nordestinos.” Ele reclama, entretanto, que os artistas de rua são reprimidos por aqui. “Então, estão em extinção. Porque há uma miopia urbana que não valoriza esse trabalho”, acredita o músico.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 28 de março de 2011

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