“O legado mais importante que os japoneses deixaram ao Brasil está na ética do trabalho”
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“O legado mais importante que os japoneses deixaram ao Brasil está na ética do trabalho”

Edison Veiga

23 de abril de 2012 | 16h30

O físico e historiador Shozo Motoyama, de 72 anos, lança às 19h de hoje, no Museu Histórico da Imigração Japonesa (Rua São Joaquim, 381, 9º andar, Liberdade) o livro Sob o Signo do Sol Levante – Uma História da Imigração Japonesa no Brasil. Ele respondeu algumas perguntas sobre o intercâmbio cultural entre japoneses e brasileiros:

Por que tantos japoneses vieram ao Brasil?
A imigração japonesa no Brasil é o resultado de uma confluência entre as histórias do Japão e do Brasil. Lá havia um excedente populacional que não encontrava espaço para suas oportunidades; aqui existia necessidade de trabalhadores, principalmente na agricultura.

Em sua opinião, o que os japoneses mais ganharam com a vinda ao Brasil?
Aqui eles conseguiram expandir suas potencialidades e qualidades, puderam se desenvolver e progredir.

E os brasileiros, o que ganharam?
Parte da cultura japonesa acabou integrada à brasileira. E isso é visível na comida japonesa e em algumas manifestações culturais e artísticas interessantes. Mas não só. Em minha opinião, o legado mais importante que os japoneses deixaram ao Brasil está na ética do trabalho, na demonstração de seriedade com que viveram aqui.

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