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O Largo da Memória

Edison Veiga

21 de dezembro de 2012 | 02h23

“Em fins do século 19, à volta do Largo da Memória proliferavam pensões para estudantes de Direito, o que comunicava ao largo uma aparência de Quartier Latin. Havia uma capela instalada no fundo do quintal de um tal José da Ponte, construída para abrigar a famosa cruz preta que os estudantes haviam atirado ao Anhangabaú e uma loja maçônica que tinha, na cobertura, pináculos de arremate dos cunhais em forma de pirâmide, semelhantes ao Obelisco.

Na Ladeira do Piques nº 85 ficava o atelier do pintor Jorge José Vedras, única escola de pintura de que se tem notícia, em São Paulo, como vai registrado em “O Almanaque Administrativo, Mercantil e Industrial da Província de S. Paulo”, de 1859.

No início do presente século, o Largo era cercado de grades altas, com um portão no vértice inferior, voltado ao Anhangabaú. Fotos dessa época mostram a vegetação crescendo à vontade, chegando a ocultar o Obelisco.

Essa aparência acanhada deve ter ficado mais em evidência com a abertura do Parque do Anhangabaú.”

Excerto do livro Anhangabahú, de Benedito Lima de Toledo (Fiesp, 1989)

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