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O lago com a cruz-de-malta

Edison Veiga

07 Julho 2011 | 05h56

“Supõe-se que o lago da cruz-de-malta tenha sido um pequeno lago formado pelas chuvas. Sabe-se de uma ordem de serviço que determinava que fosse construído um lago no horto botânico em 1800, mas não é certo que já tivesse a forma de uma cruz-de-malta. Esta pode ter sido dada nas reformas realizadas em 1825, quando o horto foi transformado em jardim público. De toda forma, é o elemento remanescente mais antigo do Jardim. Durante todo o período imperial, foi o principal ponto de atração, constantemente destacado por cronistas, fotógrafos e pintores. Foi reformado diversas vezes, ganhou um chafariz no centro e, mais tarde, pedestais e estátuas para ornar seus cantos simétricos. Sempre admirado, sua beleza o transformou no cenário preferido dos cartões-postais da cidade de São Paulo nas primeiras décadas do século 20.”

Excerto do livro Jardim da Luz – Um Museu a Céu Aberto, de Ricardo Ohtake e Carlos Dias (Editoras Senac São Paulo e Sesc SP, 2011)