O dedo da sorte
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O dedo da sorte

Em restauro, desgaste foi mantido

Edison Veiga

27 Abril 2017 | 15h16

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão

Parte integrante do Monumento a Carlos Gomes, aos pés da escadaria que fica próxima ao Teatro Municipal, no Vale do Anhangabaú, a estátua de Condor parece estender a mão a quem desce. Com o passar do tempo, surgiu a lenda de que qualquer viajante, em visita à capital paulista, que tocasse um dos dedos encontraria a sorte. De tanto ser tocado, o bronze perdeu sua pátina.

Foi em respeito à tradição popular que restauradores do Departamento de Patrimônio Histórico de São Paulo optaram por não recompor a pátina da mão de Condor, durante uma restauração executada em 2001.

Esculpido pelo italiano Luiz Brizzollara (1868-1937), o monumento foi feito em 1922. Sua implementação foi viabilizada após uma ‘vaquinha’: a colônia italiana bancou metade dos custos; os governos do Estado e da cidade, a outra metade. Desde 1908, discutia-se na Câmara a ideia de uma escultura em praça pública para homenagear o compositor Antônio Carlos Gomes (1836-1895).

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