O amor entre cães e moradores de rua
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O amor entre cães e moradores de rua

Abre nesta quinta, no Conjunto Nacional, exposição fotográfica que mostra relação entre animais e sem-teto

Edison Veiga

04 Novembro 2015 | 18h37

Foto: Fábio Brito/ Estadão

Foto: Fábio Brito/ Estadão


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Cena comum da metrópole, por muitos encarada como metáfora absoluta e absurda do amor incondicional, o recíproco carinho entre cão e sem-teto inspirou o jornalista Fábio Brito, do Estado, a tirar a câmera do armário e, com ela, desenvolver um projeto. Nascia aí a exposição Do Cinza à Cor, em cartaz a partir desta quinta (5), no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073. Grátis. Até 19/11).

Especialista em reportagens sobre animais de estimação – e suas relações com o ser humano – e autor do blog Conversa de Bicho, Brito leva para a mostra 30 cliques de moradores de rua e carroceiros com seus “melhores amigos”.

“O projeto trata de uma questão importante da nossa sociedade, que atinge cidades de todo o mundo, mas principalmente os grandes centros urbanos, como São Paulo. Aprendi com os moradores de rua valores que vão muito além do que eu podia imaginar”, explica o jornalista. “A relação dessas pessoas com seus animais tem como pilares a troca ou transferência de afeto, o sentimento de proteção que muitas vezes apenas pais e amigos têm uns com os outros, além da possibilidade de reaproximação com a sociedade. O animal se torna uma ponte, quebrando barreiras e rótulos que muitos colocam. Essas pessoas deixam de ser invisíveis ou marginalizadas e começam a ser percebidas, voltam a ser humanizadas pela sociedade.”

Se as ampliações fotográficas de Brito foram feitas todas em P&B, a cor da exposição vem pelas mãos do artista Marcos Farrel, que apresenta, pela pintura, uma releitura dos 30 retratos. “O intuito das imagens é estimular a reflexão sobre a condição e a relação recíproca de companheirismo e proteção entre o homem e o animal no contexto dos grandes centros urbanos”, diz Brito.

Ilustração: Marcos Farrel

Ilustração: Marcos Farrel