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Mundano, o ‘artivista’, prepara intervenções para a COP-21

Artista fez instalações sobre a crise hídrica de São Paulo e da Califórnia

Edison Veiga

29 Novembro 2015 | 00h48


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Artivista, um artista ativista. Assim é Mundano, pseudônimo de Thiago T. L. A. – ele não gosta de revelar seu nome completo –, artista de 29 anos que nasceu no Brooklin, zona sul de São Paulo e, há 15, utiliza-se de intervenções, instalações e pinturas para escancarar problemas, sobretudo ambientais.

Quando São Paulo passou a enfrentar a atual crise hídrica sem precedentes, Mundano já era conhecido pelo projeto Pimp My Carroça – que deu visibilidade a carroceiros paulistanos. Ele decidiu ver, in loco, a Cantareira seca. “Quis conferir com meus próprios olhos. Como ativista. Como artista. Fui com a missão de pintar, escrever alguma coisa, descobrir esses lugares”, conta. Botou cactos com torneira na parte mais árida da represa. E deu mais visibilidade ainda ao grave problema.

Em setembro deste ano, foi à Califórnia para ver como o Estado americano está lidando com situação semelhante. E poder comparar. Lá, também fez uma instalação artística, em seis dias de intenso trabalho. Seu cacto com diversas torneiras circulou por oito localidades em que a paisagem foi drasticamente alterada pela falta de água. Criado a partir de canos d’água reutilizados, o cacto de Mundano também deu as caras na Calçada da Fama de Los Angeles.

E já que a questão é natureza, o artista não vai ficar alheio ao evento que começa neste domingo (29), em Paris: a 21ª Conferência do Clima. Ele não antecipa, mas diz que promete polemizar. “No ano passado, na conferência preparatória, eu testei o ícone do cacto com torneira em manifestações”, afirma. “Agora, no domingo, participo de ato coletivo aqui em São Paulo, na Avenida Paulista e, em seguida, embarco para Paris. Lá, em sintonia com outros ativistas, pretendo produzir algo que tenha conexão com tudo o que estou fazendo em relação à crise hídrica.”

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