Moradores da Vila Madalena tentam conciliação com projeto cultural
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Moradores da Vila Madalena tentam conciliação com projeto cultural

Depois de muita briga, dois abaixo-assinados e uma ameaça de judicialização, Ruas Abertas da Eugênio de Medeiros passa a funcionar apenas aos domingos

Edison Veiga

24 Fevereiro 2017 | 16h38

A reclamação é antiga (confira nesta reportagem de outubro do ano passado). Moradores da região da Rua Medeiros de Albuquerque andavam incomodados com os decibéis a mais da programação de fim de semana oferecida pelo vizinho Armazém da Cidade, espaço de economia criativa, em espaço público, dentro do projeto Ruas Abertas. Shows musicais na rua eram comuns ali e, em alguns casos, houve discussões entre moradores e artistas.

Ao contrário da maior parte das vias cadastradas no projeto, a Medeiros de Albuquerque tinha autorização especial para fechar aos carros também aos sábados – e não só aos domingos e feriados. No início do mês, 317 moradores assinaram um abaixo assinado pedindo providências e entregaram ao prefeito regional de Pinheiros, Paulo Mathias.

Foto: Reprodução

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Conselheiro do Ruas Abertas de Medeiros de Albuquerque e responsável pelo Armazém da Cidade, Gilberto Dimenstein também incentivou o público frequentador a produzir uma petição on-line. Angariou mais de 2 mil assinaturas pedindo a manutenção do projeto.

Foto: Reprodução

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A ideia dos moradores era encaminhar a questão ao Ministério Público nos próximos dias. Na manhã de hoje, entretanto, houve uma reunião entre representantes da Sociedade Amigos de Vila Madalena (Savima), do projeto Ruas Abertas da Eugênio de Medeiros e da prefeitura regional de Pinheiros. Houve uma conciliação.

A partir deste sábado (25), não deve haver mais som na rua – apenas na garagem do estabelecimento. E a Medeiros só ficará completamente fechada aos carros aos domingos. “Esperamos que assim fique bom para todos”, diz Mathias. “Só iremos encaminhar a questão ao Ministério Público se houver descumprimento do acordado”, garante Cássio Calazans, presidente da Savima. “Esta solução ainda vai servir de modelo para outras ruas da cidade”, espera Dimenstein.

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